Fiemg critica o fim da escala 6x1 e alerta para impactos no PIB e no emprego
18/04/2026


A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifesta preocupação com o Projeto de Lei que propõe o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial.


A entidade entende que mudanças estruturais dessa magnitude exigem análise técnica aprofundada e avaliação responsável dos seus impactos econômicos e sociais. Estudo da Fiemg indica que a medida pode gerar impacto significativo no Produto Interno Bruto (PIB), com estimativa de retração de até 16%, além de potencial risco à manutenção de milhões de postos de trabalho em todo o país.


A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu) endossa o posicionamento da Fiemg e reafirma a sua posição contrária ao fim da escala 6x1.


Para a Federação, qualquer alteração na jornada de trabalho deve considerar seus efeitos sobre a competitividade das empresas, a geração de empregos, o poder de compra das famílias e a sustentabilidade econômica nacional. Medidas que elevem custos sem a devida compensação podem resultar em redução de investimentos, aumento do desemprego e pressão sobre o custo de vida.


A Fiemg reforça que a negociação coletiva é o caminho mais adequado para tratar o tema, permitindo que empregadores e trabalhadores construam soluções equilibradas, alinhadas às realidades setoriais e regionais.


O desenvolvimento social e o crescimento econômico não são agendas opostas. Precisam caminhar juntos, com diálogo, responsabilidade e foco na preservação dos empregos e da competitividade do Brasil. 


Fonte: Fiemg


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